Higiene: Hábitos curiosos da antiguidade

Higiene. Esse tema me levou a fazer uma pesquisa: Como se escovava os dentes na antiguidade? Descobri o que queria e ainda de quebra li esse texto no site teiadosamigos.com.br. Vale conferir:

 

É impressionante nos dias de hoje quando se visita o Palácio de Versailles em Paris e se observa que o suntuoso palácio não tem banheiros. Quem  passou por esta experiência ficou sabendo de coisas inacreditáveis. E olha que ali viveram os Luizes mais

importantes da França sempre acompanhados de uma corte

de até 10 mil nobres devidamente alojado majestoso Versailles.

 

Na Idade Média não existiam os dentifrícios, isto é, pastas de dentes, muito menos escovas de dentes ou perfumes, desodorantes muito menos… e papel higiênico, nem pensar…

As excrescências humanas eram despejadas pelas janelas do palácio feitas dentro do urinol ou de um pinico…

 

Todos nós já vimos nos filmes da época medieval, onde aparecem pessoas sendo abanadas por aqueles leques enormes.  Passam desapercebidos os verdadeiros motivos desse costume tão comum nos salões das pessoas mais abastadas.

 

Em um país de clima temperado, a justificativa não era o calor, mas sim o péssimo odor que as pessoas exalavam, pois não tomavam banho, não escovavam os dentes e não se usava papel higiênico e muito menos faziam higiene íntima.

 

Os nobres, eram os únicos que podiam ter servos que os abanassem, para espalhar o mau cheiro que o corpo e suas bocas exalavam com o mau hálito, além de ser uma forma de espantar os insetos, sempre atraídos por esses odores.

 

Não é atôa que as primeiras essências perfumadas para uso pessoal, surgiram apartir dessa época, para afastar o bodum, tão comum entre as pessoas daquela época.
Na Idade Média, a maioria dos casamentos ocorria no mês de junho (para eles, o início do verão).

Uma das razões é simples de deduzir:

os primeiro banho do ano eram tomados em maio; assim, o cheiro das pessoas ainda estava tolerável.

Entretanto, como alguns odores já começavam a ser exalados pelo calor da estação, as noivas carregavam buquês de flores

junto ao corpo, para disfarçar o incômodo dos odores.
Daí termos maio como o “mês das noivas” e a razão da origem do buquê de noiva, está explicada.
Os banhos eram tomados numa única tina, enorme, cheia de água quente, parecida com o furô dos povos orientais.
O chefe da família tinha o privilégio do primeiro banho na água limpa. Depois e sem trocar a água, vinham os outros homens da casa, por ordem de idade.  Após, as mulheres também por idade e, por fim, as crianças. Os bebês eram os últimos a tomar banho.

 

Quando chegava a vez deles, a água da tina já estava tão suja que era possível “perder” um bebê lá dentro. É por  isso que existe uma expressão popular na Inglaterra que diz;

“don’t throw the baby out with the bath water”,

ou seja, literalmente

“não jogue o bebê fora, junto com a água do banho”.

Os telhados das casas não tinham forro e as madeiras que os sustentavam, eram o melhor lugar para os animais, cães, gatos e outros, de pequeno porte, como ratos e besouros se aquecerem também. Quando chovia, começavam as goteiras e os animais pulavam para o chão.  Assim, a nossa expressão

“está chovendo canivetes”

que tem o seu equivalente em inglês em

“it’s raining cats and dogs”

que se traduz para:

“está chovendo gatos e cachorros”.

Para não sujar as camas, inventaram uma espécie de cobertura, que se transformou no dossel.
Aqueles que tinham dinheiro possuíam pratos de estanho ou de cobre. Certos tipos de alimento oxidavam o material, o que fazia com que muita gente morresse envenenada intoxicada pelo azinhavre, ou “zinabre” como se diz popularmente.

Lembremo-nos que os hábitos higiênicos da época não eram lá grande coisa…

 

Os tomates, sendo ácidos, foram considerados, durante muito tempo, como venenosos e em algumas regiões, planta-los era crime e merecia punição exemplar.

 

Os copos de estanho e de cobre, eram usados para beber cerveja ou uísque. Essa combinação, às vezes deixava o indivíduo “no chão” ,numa espécie de narcolepsia induzida pela bebida alcoólica e pelo óxido de estanho. Olha aí o azinhavre de novo.

 

Poderia se pensar que o “no chão” estivesse morto, portanto recolhia-se o corpo e se preparava o enterro. Todavia, o  corpo era então colocado sobre uma mesa, preferencialmente da cozinha por alguns dias e a família ficava em volta, em vigília, comendo, bebendo e esperando para ver se o morto acordaria ou não.

Daí, surgiu o hábito de guardar o corpo, a vigília do caixão.

 

A Inglaterra é um país pequeno e nem sempre houve espaço para enterrar todos os mortos. Então, os caixões eram abertos, os ossos tirados e encaminhados ao ossuário e o túmulo era utilizado para outro cadáver. Às vezes, ao abrir os caixões, percebiam que havia arranhões nas tampas, do lado de dentro, o que indicava que aquele morto, na verdade, tinha sido enterrado vivo. Isso aconteceu inúmeras vezes e a literatura está cheia desses relatos.

Assim, surgiu a idéia de, ao fechar os caixões, amarrar uma tira no pulso do defunto, tira essa que passava por um buraco no caixão e vinha até a superfície e ficava amarrada num sinos obre a cova do sepultado.  Após o enterro, alguém ficava de plantão ao lado do túmulo durante uns dias. Se o indivíduo acordasse, o movimento de  seu braço faria o sino tocar. E ele seria “saved by the bell”, ou”salvo pelo gongo”,  expressão essa por nós usada até os dias atuais.

 

Dôdo do Leblon

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